‘(…) compartilho agora mesmo a bem-aventurança e a lei da justiça com os seres que conheço, com os seres que não conheço, e os que conhecerei no futuro

‘Om, Shanti. Evoco o melhor para os meus semelhantes, para meus colegas e cada ser que conheço. 
Espero que  vizinhos e pessoas com quem interajo se libertem das causas da dor –  e do egoísmo, fonte do sofrimento. 
Que minha alma me afaste da ignorância. Que todos se ergam no caminho da Paz. 
Meu semelhante é meu irmão, saiba ele ou não disso.
Afasto de mim a imprudência, o descaso, o descuido e a ausência de saber. No silêncio profundo, percebo o equilíbrio. Ao lado do desapego está a sabedoria.
A consideração pelo outro é da mesma natureza que a consideração por mim. 
O erro do colega é meu defeito. A virtude do irmão é minha qualidade.
Os covardes pensam que se beneficiam com o tropeço alheio. 
Sou rigoroso comigo e generoso com meu próximo. 
Sei que boa vontade sincera não aceita indulgência: é para tirar vantagem que o preguiçoso e o manipulador estimulam a preguiça alheia. 
Altruísmo e rigor, combinados, produzem paz. A boa vigilância exige o melhor de si e dos demais. 
Não trato de dizer ao outro o que ele espera ouvir. Abstenho-me de falsidade. 
Querer o bem do semelhante é uma atitude sóbria, e fica longe das aparências.
Inclui a concordância e a discordância.
É inseparável da franqueza.
Não possui uma forma externa, e no entanto é perceptível onde quer que haja boa vontade. 
Desejar o melhor aos outros é uma maneira imediata de ser feliz.
Como tudo o que ocorre na alma, constitui uma atividade silenciosa e eficaz. 
A bem-aventurança olha para o alto. 
Evoco o melhor e o mais elevado para os meus semelhantes que convivem comigo,  e para os que não convivem. 
Desejo que se libertem da ausência de paz.
Que avancem pelo caminho da simplicidade, alcançando o contentamento. 
Compartilho agora mesmo a bem-aventurança e a lei da justiça com os seres que conheço, com os seres que não conheço, e os que conhecerei no futuro. Shanti, Om.’

Oração da Boa Vontade
Autoria: Carlos Cardoso Aveline

Voz: Moema Alencar – Edição de Áudio: Paulo Coração
Autoria: Carlos Cardoso Aveline – Acervo da Loja Independente de Teosofistas

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