‘Mantenha um coração gentil’

Dez preceitos:
1. Não abrigue ódio ou ciúme em seu coração! Não dê origem a pensamentos sombrios! Seja reservado no discurso e prudente nas transgressões! Mantenha seus pensamentos na lei divina!

2. Mantenha um coração gentil e não mate! Tenha pena e dê suporte a todos os seres vivos! Seja compassivo e amoroso! Esforce-se para trazer a redenção universal a todos!

3. Mantenha a pureza e seja reservado em suas interações sociais. Não seja lascivo, nem ladrão, mas constantemente abrigue bons pensamentos! Sempre tire de si mesmo para ajudar os outros!

4. Não fixe sua mente no sexo ou em dar origem à paixão! Não seja licencioso em seu coração, mas mantenha-se puro e comporte-se com prudência! Certifique-se de que suas ações estejam sem defeito ou nódoa!

5. Não profira palavras de baixo calão! Não use linguagem floreada e ornamentada! Seja direto, dentro e fora! Não cometa excessos ao falar!

6. Evite o que turva a mente! Modere seu comportamento! Regule e harmonize sua energia e natureza interna! Não deixe que o seu espírito seja diminuído! Não cometa nenhum dos inumeráveis males!

7. Não seja invejoso se os outros são melhores do que você! Não batalhe pela conquista e fama! Seja recatado e modesto em todas as coisas! Coloque-se atrás para servir à salvação de outros!

8. Não critique ou discuta as escrituras e ensinamentos! Não insulte ou difame os textos dos santos! Venere a Lei Divina com todo o teu coração! Sempre aja como se estivesse frente a frente com os deuses!

9. Não crie distúrbios através de argumentação verbal! Não critique nenhum crente, sejam eles monges, freiras, leigos masculinos ou femininos ou até seres celestiais! Lembre-se, toda censura e ódio diminui seu espírito e energia!

10. Seja equânime e ponha seu coração em todas as suas ações! Certifique-se de que todos os intercâmbios entre a humanidade e os deuses sejam adequados e respeitosos!’

– Dez Preceitos segundo o Chishu Yujue (“Escrita Vermelha e Instruções de Jade”), codificado pela Tradição Lingbao (Tesouro Luminoso). Do livro Os Caminhos do Taoismo, Gilberto A. Silva, p.301 – http://laoshan.com.br/index.php/livros]

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