O dever de outra pessoa é cheio de perigo

‘Talvez um dos problemas mais difíceis da era atual seja saber o que é importante, e o que não é; e decidir qual dos problemas que confrontam a humanidade deve receber atenção, e quais não devem; decidir, em resumo, exatamente onde deve-se definir os limites da batalha a ser travada na vida pessoal e individual. Porque parece claro que nenhum mortal comum pode ter a pretensão de enfrentar todos os problemas da raça humana, do país e da comunidade a que ele pertence. Este talvez seja o principal problema: há gente demais querendo fazer coisas em excesso. As pessoas estão tentando ser autoridades em assuntos excessivamente numerosos. Estão aventurando-se muito longe de casa, tanto intelectual como corporalmente, e desperdiçando, ao invés de conservando, as suas energias. Há um adágio que afirma: “o que diz respeito a cada um não diz respeito a mais ninguém”; e ele nos leva a perguntar-nos se a quantidade crescente de problemas não é resultado do fato de que estamos excessivamente inclinados a sobrecarregar-nos com os deveres de outras pessoas, dando pouca atenção aos nossos próprios deveres. “O dever de outra pessoa é cheio de perigo”.’

– A Conservação da Energia da Alma
“Theosophy”, edição de February 1961, pp. 168-172.
Título original: “Conservation of Soul Energy”. Tradução de Carlos Cardoso Aveline.

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